Bolsonaro assina filiação ao PL visando eleições de 2022

Jair Bolsonaro se filiou na manhã desta terça-feira (30) ao Partido Liberal (PL). A cerimônia de filiação do presidente aconteceu na sede da sigla, em Brasília, e contou com a presença do comandante da legenda, Valdemar Costa Neto, e de integrantes do governo. Considerado uma das legendas do Centrão — grupo de parlamentares no Congresso sem uma corrente ideológica definida —, o PL é o nono partido da carreira política de Bolsonaro. Em três décadas, o atual presidente passou por PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL.

Dentre os presentes, compareceram ao evento os seguintes ministros de Estado: Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Paulo Guedes (Economia), João Roma (Cidadania), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Ciro Nogueira (Casa Civil), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Marcelo Queiroga (Saúde), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio Gomes (Infraestrutura).

Os governadores de Roraima, Antonio Denarium (PP), e do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL); o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP); e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também estiveram no ato.

“Estou me sentindo aqui em casa, dentro do Congresso Nacional, aquele plenário da Câmara, tendo em vista a quantidade de parlamentares aqui presentes. Me trazem lembranças agradáveis, lembranças de luta, acima de tudo, momentos em que nós, juntos, fizemos pelo nosso país. Eu venho do meio de vocês. Venho de 28 anos na Câmara”, afirmou o presidente durante discurso.

Bolsonaro disse que não foi fácil optar pelo partido, tendo em vista propostas para entrar em outras legendas com o quais também sente afinidade. “Confesso, prezado Valdemar, a decisão não foi fácil. Até mesmo o Marcos Pereira [líder do Republicanos], conversei muito com ele e com outros parlamentares”, disse ele.

Também se filiará ao partido o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente, segundo a assessoria do PL. Ele migrou para o Republicanos em março de 2020 e se transferiu de novo para o Patriota em maio deste ano, mas estará de saída.

Além de Flávio, até março de 2022, ao menos cinco ministros também devem estar na legenda nos próximos dias. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, abre a lista, sendo cotado para concorrer ao governo do Rio Grande do Norte ou ao Senado. Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) deve disputar a sucessão do governador João Doria, em São Paulo, e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) vai concorrer ao governo do Rio Grande do Sul. Os ministros Marcelo Queiroga (Saúde), que estuda concorrer ao governo da Paraíba, e Gilson Machado (Turismo), que planeja se candidatar ao Senado ou a cadeira do governador Paulo Câmara, em Pernambuco, também negociam a entrada no PL.

Na Câmara, os cálculos dos liberais apontam que a chegada de Bolsonaro poderá puxar, pelo menos, 20 novas filiações. Atualmente, o Partido Liberal conta com 43 deputados e a nova legenda do presidente poderá somar 63 deputados, superando o PSL que hoje figura como maior sigla da Câmara, com 54 parlamentares. Ao menos duas filiações são dadas como certas: a de Carla Zambelli (SP) e Eduardo Bolsonaro (SP) – ambos eleitos pelo PSL.

No Senado, a matemática inclui as chegadas de Flávio Bolsonaro (RJ) e a possibilidade de eleger outros dois senadores pelo partido já em 2022. Atualmente, a bancada conta com quatro senadores, sendo dois com mandatos até 2023 e a outra dupla com mandato até 2027.

Confira discurso de Jair Bolsonaro:

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